ADORAR É TUDO O QUE PODEMOS FAZER

Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus.  Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos (Filipenses 2.5-7)

O primeiro sacrifício de Jesus não foi a cruz, e Paulo sabia disso. Antes de morrer dolorosamente, Jesus precisou nascer dolorosamente. Ele precisou abandonar tudo o que era seu e abrir mão de sua natureza divina para “caber” no corpo de um bebê. Ainda criança, Jesus já sabia que era filho do Pai do céu (Lc 2.49) e que seu lugar era o mais perto possível deste Pai, mas seu amor, obediência e submissão o fizeram decidir tornar-se homem e sofrer até a morte –  morte de cruz (Fp 2.8).

Não conseguimos imaginar as mudanças sobrenaturais e cósmicas pelas quais Jesus precisou passar antes de tornar-se um bebê, mas, pela descrição de Paulo, esta transformação custou-lhe perdas que qualquer um de nós não aceitaria sofrer. E Ele o fez por amor.

No cântico de Paulo aos filipenses há um clamor: “tenham o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus!”. Não há celebração natalina honesta sem uma resposta positiva a esse clamor. É nosso dever oferecer nossas vidas em sacrifício vivo (Rm 12.1) a Jesus, que nos amou sacrificialmente primeiro.

Horas de ensaio, investimentos financeiros e pessoais precisam ser entregues com alegria e zelo, sem murmuração e reclamações, pois Ele merece muito mais do que podemos dar.

Não podemos nos ufanar achando que nossa arte primorosamente executada é apta para retribuir a Jesus. Não é e nunca será! Por isso, oferecemos nossa arte de modo excelente, porque nós O amamos e porque Ele merece sempre o nosso melhor. Ele é a motivação do zelo e empenho que desprendemos às nossas atividades artísticas. Se assim não for, não passa de arte vazia rejeitada e despercebida pelo Cristo.

Que nosso suor, cansaço e investimento alcancem o único propósito pelo qual se vale lutar: o de colocar um sorriso nos lábios do nosso querido irmão. Isso acontecerá se tivermos o mesmo sentimento que Ele teve. Entreguemos, pois, a Ele, nossos corações como presente. Apesar de não nos cobrar, nós devemos isso a Ele.

Tallita Barros Todeschini, casada com Marcelo Todeschini, atua como Ministra Auxiliar de Adoração na Primeira Igreja Batista de Curitiba desde 2008, dirigindo a área de Ensino e Formação de Liderança em Adoração. É licenciada em música (EMBAP), especialista em Ensino das Artes na Educação Básica (UEPA) e mestre em Teologia (FABAPAR).

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